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Pão Diário
Devocional - Fé, mais ânimo, mais esperança é igual a perseverança. Uma nova mensagem a cada dia
Chegamos ao
final da Grande Comissão? Quantos evangélicos há no Brasil? Através
de estudos recentes publicados pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística - podemos ter uma idéia precisa do tamanho da Igreja Evangélica. Em
1970, a população evangélica girava em torno de 4,8 milhões de fiéis. Em 1980, o
tamanho do rebanho evangélico galgou a marca de 7,9 milhões. Em 1991, a igreja
já avançava a barreira dos 13,7 milhões. Em 2000, acima de todas as previsões
estatísticas, a igreja ultrapassou os 26 milhões de adeptos! Durante a década de
90, a velocidade de crescimento da Igreja Evangélica foi 4 vezes maior que a da
população brasileira. Atualmente, giramos ao redor de ...
... 20% da população brasileira, ou seja, mais de 35 milhões de almas. Se
continuar crescendo no mesmo ritmo daquele constatado entre 1991 e
2000, a
população evangélica chegará a aproximadamente 55 milhões no ano 2010!
Sinal
de Avivamento e Despertamento espiritual?
Bem,
será que este crescimento significa também um verdadeiro avivamento espiritual
nas terras brasileiras? Sim e não. Sem a menor dúvida, este crescimento é
impressionante no sentido de que nunca na história da igreja brasileira tantas
pessoas se tornaram membros de igrejas evangélicas ao mesmo tempo. As muitas
conferências teológicas e missionárias nos meios protestantes e católicos da
Europa e América do Norte estão falando sobre isso! Enquanto no hemisfério
norte, as igrejas morrem diariamente ou são transformadas em museus, escolas, ou
clubes, no Brasil, mais de 190 mil igrejas demonstram que o fôlego deste
crescimento numérico ainda não chegou ao fim. Deus transformou em fertilizante
as lágrimas vertidas pelos pastores e o sangue derramado pelos missionários e
foi regando a terra brasileira. Muitas vezes, apesar dos seus líderes e da
ineficácia da igreja, a boa semente deu frutos e produziu trinta, sessenta e cem
por um (Mt 13:8, 23). É tempo de colheita!
Com
certeza, este desenvolvimento é razão para alegria e gratidão. Podemos negar o
fato que Deus tem derramado sua graça e diariamente muitos tem entregue suas
vidas a Cristo? É claro que sabemos que o próprio Deus está derramando sua graça
sobre o Brasil. Como negar o crescimento da igreja como sendo uma ação divina?
Como negar as lágrimas derramadas enquanto a Palavra é pregada em milhares de
igrejas brasileiras? Podemos recusar que o Espírito tem gerado salvação sobre
tantas famílias de brasileiros, reconciliando-as com o Senhor, trazendo-as de
uma vida de perdição e trevas para o Reino do seu filho amado (Cl 1:13)? Ou
negar a real preocupação pela conversão dos parentes e amigos não-crentes?
Jonathan Edwards descreve o primeiro grande despertamento acontecido nos Estados
Unidos no século 18 com as seguintes palavras: em lágrimas, enquanto a
palavra era pregada, alguns choravam com sofrimento e aflição, outros com
alegria e amor, outros com compaixão e preocupação pelas almas dos seus
vizinhos. Não é verdade que essas mesmas evidências de um genuíno
despertamento espiritual estão também presente no Brasil?
Entretanto, o joio é muito parecido com o trigo. A história da igreja confirma
que a maioria dos despertamentos espirituais foi cercada por elementos espúrios.
Sempre houve atividades irregulares, manifestações estranhas, modelos doentios
de igreja, elementos enraizados no pecado que setores da igreja não aceitaram. É
necessário então que façamos algumas perguntas no restante deste capítulo.
Há
uniformidade geográfica no crescimento?
O
crescimento evangélico no Brasil não é homogêneo. A igreja não está presente
simétrica e estrategicamente em todas as regiões e cidades brasileiras. Você
pode verificar nos gráficos da
www.infobrasil.org ou www.brasil21.org.br a presença evangélica apresentada pelo Censo do IBGE,
realizado no ano 2000, e sua projeção para o ano 2005. Algumas observações
básicas:
1)
A área com o maior número de evangélicos é a região
Sudeste. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro demonstram que a
igreja evangélica cresceu mais intensamente entre as classes pobres e classe
média-baixa. Nos últimos anos, estão se intensificando os movimentos e igrejas
voltados para as classes mais afluentes da sociedade;
2)
As áreas com a maior porcentagem de evangélicos são as regiões
Norte e Centro-Oeste. Apesar de uma população menor que a
Sudeste, elas apresentaram as maiores taxas de crescimento do Brasil, dentro do
contexto nacional. O Estado de Roraima tem o maior ritmo de crescimento do país:
13,41%. Há 12 estados com mais de 20% da população que se diz evangélica,
inclusive o Distrito Federal;
3)
A região Nordeste
tem a menor porcentagem de evangélicos do país. Em
2000, a
porcentagem de evangélicos naquela região era somente 10,26% enquanto a média
para o país inteiro era 15,41% de evangélicos. Os únicos estados com menos de
15% de evangélicos ficam todos nessa região, sendo 2 deles com menos de 10%. A
boa notícia chega quando verificamos sua taxa de crescimento: a maior do Brasil!
Na última década, a igreja Nordestina cresceu 6 vezes mais rapidamente que asua população,
apresentando assim o índice mais elevado do país.
4)
A região Sul é a região com o menor índice de
evangelização e maior índice de crescimento do espiritismo e secularismo. Rio
Grande do Sul se destaca como o estado com a menor taxa de crescimento (TCA) do
país, 3,15%. Em toda a região Sul o crescimento dos evangélicos foi somente
4,32% comparado com um crescimento geral do país de 7,43%. Nos pampas gaúchos, o
aumento da população não religiosa amplia-se quase duas vezes mais velozmente
que aquele demonstrado pela igreja evangélica. A cidade de Porto Alegre é a
capital menos evangelizada do Brasil com aproximadamente 400 igrejas
evangélicas. Não foram encontradas igrejas em 18 bairros de Porto Alegre.
5)
O perfil da igreja evangélica brasileira é predominantemente
pentecostal. Entre as 5 maiores denominações evangélicas, 4 são
de origem carismática: a Assembléia de Deus com mais de 8.5 milhões, a
Congregação do Brasil, com quase 2.5 milhões; a Universal do Reino de Deus, com
mais de 2 milhões; e a Igreja do Evangelho Quadrangular, com mais de 1.2 milhão.
A segunda maior igreja do Brasil, a Batista, com mais de 3 milhões de membros,
apenas confirma a tendência da pentecostalização que acontece entre as
igrejas históricas;
E quanto às cidades mais
resistentes ao evangelho?
Na verdade, em 1132 cidades, menos de 5% de homens e mulheres se identificam
como evangélicos. Ou seja, a igreja não é visível e nem acessível para a maioria
de sua população. As cidades mais necessitadas do evangelho encontram-se no
sertão nordestino, na região das cidades históricas de Minas Gerais e no Sul
Catarinense e Gaúcho.
Em aproximadamente 70 dessas cidades, menos de 1% dos habitantes confessam o
evangelicalismo.
Em várias delas, nenhuma igreja evangélica foi implantada até o presente
momento! Alagoas é o estado que apresenta o maior número de cidades com menos de
1% de evangélicos. Não há informação sobre a existência de quaisquer igrejas em
Santana do Ipanema
(AL), 41,500 habitantes, ou
São José da Tapera
(AL), 27,600 habitantes, exemplos de cidades que não são tão pequenas assim.
O maior contraste evangelizador encontra-se no Rio Grande do Sul: a cidade de
Alto Alegre com meros 0.3% de evangélicos encontra-se ao lado do município mais
protestante do Brasil: Quinze de Novembro com 80,4% de evangélicos de acordo com
o IBGE. Logicamente, sua maioria é Luterana nominal. Não sabemos se há
evangélicos em cidades como Boa Vista do Sul, Nova Alvorada, Nova Roma do Sul,
Relvado, Santo Antonio do Palma, São Jorge, União da Serra e Vespasiano Correa,
municípios estes com 0,0% de evangélicos. Além do nominalismo, os gaúchos sentem
que a dificuldade de evangelização é resultado do secularismo. Também, a
resistência aos missionários vindos de outros estados se deve, entre outras
coisas, ao tradicionalismo e ao etnocentrismo, um verdadeiro “espírito
Farroupilha”.
Essas e outras cidades menos-evangelizadas devem ser alvos prioritários para os
projetos de implantação de igrejas, oração e evangelização da Igreja evangélica
de outras partes do Brasil. Recentemente, pastores e líderes participantes do
Conselho de Pastores da cidade de São Paulo adotaram em oração todas as 70
cidades menos-evangelizadas. Oxalá, estas cidades menos-alcançadas - e mais
resistentes - tenham em breve igrejas saudáveis e vigorosas que encarnem a
beleza de Cristo e a luz do evangelho.
E o sertão nordestino?
No ano de 2000, a Juvep, missão situada em João Pessoa, enviou uma pequena
equipe missionária de férias para evangelizar o povoado de Serra dos Ventos, no
sertão paraibano. Quando perguntaram para uma família se eles conheciam Jesus, a
resposta foi a seguinte: “Não senhora, ele
num
mora por aqui não”. No sertão do Rio Grande do Norte, dona Sebastiana, moradora
do povoado Cobra, orou 30 anos pedindo a Deus uma igreja para o seu povoado.
A bem da verdade há duas faces no Nordeste: litorânea e sertaneja. O litoral das
praias paradisíacas de água morna o ano todo, com shoppings modernos,
movimentado comércio e grande concentração de igrejas evangélicas. A beira mar,
a igreja nordestina tem crescido mais rapidamente que qualquer região do país.
No sertão, contudo, nordeste da evidente miséria humana, avassaladora injustiça
social, predominância católica, extrema idolatria, a presença evangélica
mostra-se ínfima (apenas 3%), com igrejas com 20-30 membros e acanhada
capacidade de expansão. No sertão, encontramos a maior parte das cidades
brasileiras com menos de 1% de evangélicos.
Irmãos nordestinos testemunham que, na cidade de Solidão, sertão Pernambucano, o
último pastor residente foi expulso pela polícia local em 1993 por atacar a
santa da cidade, chamando-a de lagartixa. Solidão continua sem uma igreja
evangélica estabelecida até os dias de hoje. A igreja nordestina compreende a
necessidade da realização de projetos específicos de penetração nestas cidades,
mobilização de plantadores de igrejas, parcerias com igrejas litorâneas,
treinamento formal e informal de sertanejos que permaneçam no sertão, vencendo
assim a tentação de êxodo para o litoral.
E as regiões ribeirinhas do norte amazônico?
Apesar de sua acanhada população, o norte apresentou a maior taxa de crescimento
do Brasil na última década. A cidade de Manaus, por exemplo, é uma das cidades
mais bem evangelizadas do Brasil. Em 2002, 21 pesquisadores percorreram em 7
carros todas as avenidas e ruas da cidade de Manaus encontrando quase duas mil
igrejas! Sem contar milhares de células e grupos familiares disseminados por
todos os cantos!
Entretanto, o norte também é uma região de contrastes. O número de comunidades
ribeirinhas, a beira dos rios Amazonas, Negro, Solimões e outros, podem chegar a
40 mil. São aglomerações de 100 a 500 pessoas, somente acessíveis via barco.
Aproximadamente 90% delas não possuem nenhum agrupamento evangélico. Obviamente,
a maioria dispensaria a construção de um templo ou prédio. Mas todos necessitam
de uma célula ou grupo familiar onde a Palavra seja proclamada, os sacramentos
sejam ministrados, a comunhão do corpo de Cristo seja visualizada e a beleza do
evangelho de Cristo seja demonstrada em palavras e ações.
E quanto ao avanço do secularismo?
A maior igreja Luterana da América Latina situa-se em Timbó, SC. Timbó é uma
belíssima cidade, situada no Vale do Itajaí, com um dos melhores índices de
desenvolvimento humano (IDH) do Brasil. Segundo o pastor Disney Macedo, esta
igreja com mais de 15 mil membros, recebeu nos últimos anos, apenas 40-50
pessoas nos seus cultos de domingo. Foi então forçada a cancelar os cultos
semanais, realizando-os a cada 15 dias, A mesma tendência se verifica em
Indaial, ao lado de Timbó e também um dos 10 melhores IDHs do Brasil. A sua
igreja luterana, com mais de 2000 membros, reúne apenas 5-10 pessoas
dominicalmente. Há muitos
ex-vangélicos
vagando pelas nossas cidades!
O secularismo avança nas últimas décadas. Isso é evidenciado pelo número de
homens e mulheres que estão se identificando como pessoas “sem religião ou sem
filiação religiosa”. Quase 10% da população brasileira já se encontra nesta
categoria!
O que acontece quando lançamos uma esponja seca na água suja? Ela se encharca da
sujeira. Sem um cristianismo enraizado e genuíno, nosso coração se assemelha a
essa esponja enxuta, jogada dentro da água do consumismo, sensualismo, egoísmo,
materialismo e individualismo presentes na cultura brasileira. Somos esponjosos.
Enquanto o nosso coração não se enche plenamente de Deus, absorvemos as
tendências e modismos, freqüentemente saturados por um tipo de secularismo
evangélico que nada se difere do resto da sociedade. Lembrem-se da história da
rã que foge da água quente, mas deixa-se cozinhar na água fria!
Por muitos anos, os evangélicos criticaram os católicos brasileiros pelo
evidente nominalismo: igreja é lugar de batismo, casamento, funeral e ocasiões
especiais. Parece que nós, evangélicos, aprendemos rapidamente, copiando este
perfil de cristão nominal, descomprometido, desenraizado, adepto de um
cristianismo
light
e cultural. Por exemplo, Londrina, onde resido, é detentora do título de cidade
bem-evangelizada, com mais de 21% de evangélicos, segundo as estatísticas do
IBGE. 40 pesquisadores, estudantes de teologia, foram enviados a todos os
cultos, em todas as igrejas da cidade, num período de 2 meses a fim de
corroborar estes números. Em duplas, eles contaram e recontaram o número de
todos os participantes nos cultos de domingo. Para surpresa geral, foram
encontrados meros 7% da população de Londrina nas igrejas da cidade!
Esta tem sido nossa experiência a nível nacional: 1/3 daqueles que se
identificam como evangélicos estão freqüentando regularmente suas igrejas! Onde
estão os outros 2/3 de evangélicos nos domingos? Na verdade, onde estão os mais
de 90% dos habitantes restantes de nossas cidades? Nos clubes e botecos, nos
shoppings centers, praticando esportes diversos ou reunidos com a família, ou
simplesmente em casa dormindo ou assistindo a SBT ou Faustão e Fantástico. Esta
é a maior disputa que enfrentamos. Nosso maior competidor deixou de ser a igreja
do outro lado da rua.
Fortalecemos a visão missionária?
Será que esta igreja com 30 milhões de membros é mais missionária que a igreja
da década de oitenta com seus 13 milhões de membros? Eu penso que falta-nos um
exame mais aprofundado da missão da igreja a níveis local, urbano e
transcultural como sendo fundamental para a identidade, finalidade e essência do
que significa ser igreja. É necessário que o Brasil não seja mais visto como
campo missionário. Como muitos têm afirmado, carregamos o potencial para sermos
celeiro de missionários, armazém que multiplique, capacite e envie gente para
todo o mundo. Isto, entretanto ainda não tem acontecido, comparando o tamanho da
igreja.
Pelo contrário, nos últimos anos, temos observado um recrudescimento da visão
missionária. Somente uma pequena minoria de igrejas prioriza os projetos
missionários dentro de seus orçamentos anuais. Em caso de reajuste orçamentário
por razão da crise econômica, são os missionários os primeiros a serem cortados
da lista de itens. Além disso, muitas das igrejas que adquiriram a visão de
células levam tanto tempo para fazer a transição que não sobra energia para mais
nenhuma atividade, inclusive missões.
Um pouco mais de 100 tribos indígenas não foram ainda alcançadas no Brasil. Além
disso, dentre as mais de 132 tribos cujo trabalho está em andamento, encontramos
poucas igrejas fortes com liderança nativa e indígena. Missionários estrangeiros
que traduziram largos trechos bíblicos para essas línguas, estão se aposentando
e retornando para casa, sem terem plantado uma igreja local e treinado um pastor
indígena que assuma o ministério. Vários grupos étnicos e tribos urbanas são
ainda desconhecidos pela maioria dos cristãos brasileiros.
Com tal potencial para se tornar um continente missionário, a igreja evangélica
Latino Americana envia meramente 1% de todos os trabalhadores que aram os campos
brancos do Senhor. De acordo com Ted Limpic, há aproximadamente 5 mil
missionários latino-americanos, sendo a metade brasileira. A igreja católica da
América Latina, que representa metade de todo o rebanho mundial, responde por um
ínfimo número dos missionários transculturais posicionados em todo o mundo.
Isso tudo parece ser um tanto paradoxal tendo em vista o excessivo número de
conferências que proclamam a necessidades dos campos missionários da Europa,
África e Ásia, bem como os vários seminários que treinam pastores e líderes como
estrategistas do crescimento.
Crescimento gera transformação?
Algumas questões reverberam na minha mente: A igreja brasileira está crescendo
em maturidade de tal forma que tem transformado o Brasil? A igreja tem afetado
positivamente os índices sociais? O Brasil com 30 milhões de evangélicos é um
país melhor que o Brasil dos 10 milhões de evangélicos? Não creio que seja mera
coincidência que 18 entre os 20 países menos corruptos do mundo detêm origem
Protestante. O Brasil continua a ser um dos países de maior injustiça e
desigualdade social. Qual seria a aparência de uma nação onde Jesus Cristo é o
Senhor?
Um dos sinais do avivamento genuíno é a evangelização. Temos uma maravilhosa
geração de evangelistas. Fizemos um excelente trabalho de parto, gerando milhões
de novos-crentes, introduzido-os ao leite materno da fé cristã. Entretanto,
outros sinais que evidenciam um avivamento ainda não são tão visíveis. Temos
grandes dificuldades de aprofundamento nas dinâmicas da fé, no conhecimento de
Deus, no conhecimento e vivência das Escrituras e no compromisso com a Grande
Comissão. Negligenciamos a busca da santidade e mortificação da carne, a
profundidade no discipulado e semelhança ao caráter de Cristo, e, especialmente,
o aumento da influência dos valores do Reino de Deus sobre a sociedade:
suficiência econômica, paz social, justiça pública, ética nacional e aumento
constante do conhecimento de Cristo como Soberano. Pensando no mundo evangélico
no Brasil, ainda cremos e praticamos um cristianismo bastante infantil e
rudimentar, sem consciência da abrangência do pecado no indivíduo e na
comunidade.
Conclusão
Crescimento não é um fenômeno simples. Todo e qualquer organismo precisa
crescer, mas nem todo crescimento é saudável. Na verdade, o organismo pode
enfrentar toda sorte de perigo que causa deformação no seu crescimento e que
pode levá-lo fatalmente à morte. Segundo Orlando Costas, o crescimento é
multidimensional e detém quatro dimensões: numérico, orgânico, conceitual e
diaconal:
O
numérico, o mais básico, refere-se à reprodução e incorporação de novos
membros à comunidade. Este capítulo enfocou mais enfaticamente esta dimensão.
O
orgânico é interno à igreja e tem a ver com o desenvolvimento de sua
liderança, forma de governo, administração, recursos e talentos.
O
conceitual refere-se ao desenvolvimento da compreensão da fé cristã,
existência e razão de ser, conhecimento das Escrituras, vocação na sociedade,
compreensão da história e interação com o contexto ao redor.
O diaconal tem a ver com a intensidade do serviço prestado ao mundo,
participação na vida, conflitos e temores da cidade, desenvolvimento na
qualidade do serviço que ajuda a aliviar as dores humanas e ajuda a
transformar as condições sociais ao redor.
Para o bom desenvolvimento da igreja evangélica brasileira, todas essas
dimensões devem caminhar simultaneamente, desenvolvendo-se ao mesmo tempo.
Assim, poderemos sonhar com uma igreja saudável, integral e multiplicadora.
Igreja que vive como sinal e instrumento do Reino de Deus no Brasil.
[1]
O IBGE tem se provado uma fonte confiável, conhecido nos meios acadêmicos como
uma das melhores instituições de pesquisa de todo o mundo.